A Farsa da Lua: O Estúdio de Stanley Kubrick no Espaço

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

2/2/20263 min read

A 20 de julho de 1969, Neil Armstrong deu "um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade". Ou, se fores um teórico da conspiração, ele deu um pequeno passo num estúdio de Hollywood em Nevada, sob a direção de Stanley Kubrick, que estava a testar as luzes para o seu próximo filme.

A teoria da Farsa da Lua (Moon Hoax) sugere que os EUA estavam a perder a corrida espacial para a URSS e, em vez de realmente construírem um foguetão que funcionasse, decidiram contratar os melhores cenógrafos da época. "Construir um Saturn V é difícil", disse supostamente Richard Nixon, "mas o Kubrick tem boas lentes, vamos por aí".

As "provas" são lendárias. A bandeira americana está a ondular num vácuo onde não há vento? Para os conspiracionistas, foi um estagiário que abriu a porta do estúdio para ir buscar café. A NASA diz que era um suporte metálico que vibrou; os teóricos dizem que era a brisa do deserto.

E as sombras? Por que razão as sombras não são paralelas se a única fonte de luz é o sol? Resposta: porque os iluminadores de cena usaram vários projetores e esqueceram-se de ajustar o contraste. Além disso, não há estrelas nas fotos! Claramente, a equipa de efeitos visuais esqueceu-se de pintar os pontinhos brancos no fundo preto antes de começar a filmar.

As rochas lunares que os astronautas trouxeram? Segundo os teóricos, são apenas pedras encontradas no Vale da Morte com um pouco de spray cinzento. Há até quem veja a letra "C" gravada numa das pedras numa foto da NASA, alegando que é a marcação de cena do departamento de acessórios: "C de Calhau, põe ali ao lado do módulo lunar!".

A radiação da Cintura de Van Allen é outro pilar. Os teóricos afirmam que os astronautas teriam sido cozinhados como pipocas ao atravessar aquela zona de radiação intensa. A NASA explica o tempo de exposição e a blindagem, mas os céticos insistem que os astronautas teriam de ser feitos de chumbo ou de pura teimosia americana para sobreviver.

Stanley Kubrick terá deixado pistas em "The Shining" para confessar o seu crime. O miúdo Danny usa uma camisola com o desenho do Apollo 11, e o quarto 237 representa a distância da Terra à Lua (237 mil milhas). É a confissão subliminar mais elaborada da história, feita por um realizador que era conhecido por repetir a mesma cena 100 vezes só para chatear os atores.

Se a Lua foi filmada na Terra, onde estão as naves originais? Estão escondidas na Área 51, ao lado dos reptilianos e do stock de Coca-Cola original. E por que razão a Rússia nunca denunciou a farsa? "Eles foram subornados com cereais e silêncio", dizem os teóricos, provando que até na Guerra Fria a amizade tem um preço em trigo.

A teoria diz que fomos à Lua, mas as filmagens originais eram tão más que tiveram de ser refeitas em estúdio para parecerem épicas. Neil Armstrong teria tropeçado num cabo e dito um palavrão, o que não ficava bem para a história. Então, chamaram o Kubrick para dar aquele "toque de autor" ao momento mais importante do século XX.

Concluindo, a Lua é o único lugar do mundo onde podes ser um herói global ou um ator de método injustiçado. Se queres provas de que fomos lá, usa um laser para refletir nos espelhos deixados pelos astronautas; se queres provas de que não fomos, basta olhares para a bandeira e imaginar o Kubrick a gritar "Corta! Neil, faz mais pose de explorador!".