Bielefeld: A Cidade Alemã que Não Existe

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

Mtwo

2/4/20262 min read

A Conspiração de Bielefeld é talvez a teoria mais honesta do mundo, porque admite que é uma piada, mas os teóricos insistem que o governo alemão está a pagar para mantermos a farsa. Tudo começou em 1994, quando Achim Held fez três perguntas: Conheces alguém de Bielefeld? Já estiveste em Bielefeld? Conheces alguém que já tenha estado em Bielefeld? Se a resposta for "não", a cidade é uma ilusão.

A teoria afirma que Bielefeld é apenas um cenário de papelão gerido por uma organização misteriosa conhecida como "ELES" (SIE, em alemão). Quando passas pela autoestrada e vês a placa a indicar a cidade, estás apenas a ver um holograma ou uma pintura muito bem feita para te convencer de que a geografia da Renânia do Norte-Vestfália está completa.

Os "Bielefelders" seriam atores profissionais pagos pela CIA, pela Mossad ou por um fabricante de pretzels que quer expandir o seu território. Estes atores têm memórias falsas implantadas e são transportados para convenções em todo o mundo apenas para dizerem: "Olá, eu sou de Bielefeld e o clima lá é ameno".

Por que razão o governo esconderia uma cidade inexistente? Alguns dizem que Bielefeld é a entrada para um bunker nazi; outros dizem que é onde estacionam os OVNIs quando precisam de fazer a revisão dos 10.000 anos-luz. Manter o nome no mapa é apenas uma forma de evitar que as pessoas façam perguntas sobre o enorme buraco negro burocrático no meio da Alemanha.

A chanceler Angela Merkel chegou a fazer uma piada sobre Bielefeld num discurso, dizendo: "...se é que ela existe". Para os teóricos, isto foi uma "gafe freudiana" de uma líder que já não aguenta mais guardar o segredo dos atores alemães. O governo chegou a oferecer um milhão de euros a quem provasse que a cidade não existe, uma manobra clássica de quem sabe que as provas foram todas incineradas.

Se tentares ir a Bielefeld com um GPS, o sistema entrará em loop ou levar-te-á para uma aldeia vizinha onde todos os habitantes te olham de lado. O Google Maps faz parte da conspiração, renderizando imagens de satélite falsas de uma cidade que, na verdade, é apenas um campo de cultivo de espargos gigante.

Até o clube de futebol local, o Arminia Bielefeld, é visto com suspeita. Como é que um clube de uma cidade inexistente consegue jogar na Bundesliga? Simples: os jogos em casa são gravados num estúdio em Berlim com som de claque pré-gravado, tal como uma sitcom dos anos 90, mas com mais salsichas.

A teoria de Bielefeld é o exemplo perfeito de como a repetição transforma o absurdo em realidade. Se o mundo inteiro acredita que existe uma cidade ali, então a cidade "existe" por consenso, mesmo que o terreno esteja vazio. É a "Democracia Geográfica" aplicada ao urbanismo europeu.

Para os céticos que dizem "mas eu estive lá!", os teóricos respondem com a "Programação Neural". Foste levado para um centro comercial em Hannover enquanto estavas sob o efeito de gás de riso e disseram-te que era o centro de Bielefeld. O facto de não te lembrares de nada específico sobre a cidade é a prova final.

Em resumo, Bielefeld é a cidade de Schrodinger: ela existe no mapa, mas não existe no mundo real. É o lugar onde a Alemanha guarda o seu sentido de humor e as faturas que não quer pagar. Se um dia encontrares uma placa para Bielefeld, não pares; podes acabar a cair no fim do cenário.